ROMARIA DENUNCIA PARAÍSOS AMEAÇADOS
A situação de degradação ambiental dos paraísos ecológicos do Piauí chamou a atenção da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Exatamente por causa disso, este ano a Romaria da Terra e da Água, que acontecerá na cidade Campo Maior, vai denunciar o estado de degradação dos ecossistemas do Piauí.
A desertificação e a situação das águas serão os temas centrais. Campo maior é um exemplo dos municípios que precisam de maior atenção, na cidade a revitalização do Açude Grande é um dos desafios.
Entre os motivos apontados pela Comissão está a expansão do agronegócio, mais evidente na região Sul do Piauí. Com o tema “Salvar a Terra e a Água é Salvar a vida”, a Romaria ocorrerá nos dias 30 e 31. o evento é uma realização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e envolve a região Nordeste 4, da Igreja Católica. Além da CNBB, as pastorais sociais também são responsáveis pela Romaria, a ação acontece a cada dois anos.
Conforme explica a Irmã Darcila Antonioni, da pastoral do Migrante e também da coordenação da Romaria, essa temática está em evidência. “Nós escolhemos essa discussão porque o problema afeta todas as regiões do Piauí, e está bem evidente no município de Campo Maior, onde será realizada a Romaria”, comenta. A Irmã lembra ainda que a questão da poluição , do lixo e do efeito estufa também serão debatidos. “ A denuncia é uma forma de chamar a atenção das autoridades para a degradação ambiental que está crescente”, reitera Darcila.
As comunidades Sucruiú, Rio Preto, Correntinho e Estação Ecológica Uruçuí Preto, Bom Jesus, são verdadeiros paraísos ecológicos, com fauna e flora bem conservadas. “No entanto, para chegar nesse paraíso passamos pelo inferno que outrora era paraíso. Refiro-me ao cerrado piauiense que está se transformando num verdadeiro deserto. As grandes máquinas substituindo as pessoas, que por sua vez são tratadas como objetos descartáveis. Os agrotóxicos e insumos agrícolas são aplicados sem a devida prevenção, causando a morte de animais e até mesmo de pessoas”, relata Gregório Francisco Borges, da CPT.
Fonte: Jornal Meio Norte